
Facilitador: grupo Te Conto Umas
Dia 1º de junho de 2009
Os facilitadores, Alexandra e Luciano, iniciaram sua apresentação falando do tempo em que a RUA era um ambiente propício à experiência de brincar; que através dos brinquedos a criança coloca para fora seus medos e preconceitos, citando como exemplo as cantigas “Boi da cara preta” e “Eu sou pobre, pobre, pobre...”.
"Na infância, muitas crianças sofrem de bullying e o brinquedo ajuda a criança a trabalhar de forma espontânea, as suas dificuldades."

1 – aquecimento
Entrem em contato com sua respiração, pois “quem respira bem, vive bem!” e, quem respira mal vive mal (ditado chinês).
Descubram o diafragma. Encham os pulmões de ar e contem de 1 ate 8 antes de expirar, levemente, como quem sopra dentro de uma garrafa. Espreguicem, levantem os braços e as mãos, de forma que se encontrem acima da cabeça. Coloquem-se na ponta dos pés...., palmas juntas enquanto respiram devagar.
2 – procedimento
Cantiga do “Pai Francisco entrou na roda...”
Esta cantiga popular expressa o preconceito com o homem que dança, que “requebra”, cujo delegado vem prender. Ou ainda do homem “bêbado”, onde a ordem é “ser preso”.
A cantiga “Rosa Amarela” fala de um lugar onde se pode expressar o amor. A música “Pé dentro, pé fora” muitas vezes é transformada numa brincadeira que fala dos órgãos sexuais masculinos e inibe as crianças.
Alguns estagiários lembraram passagens históricas em que escravos não podiam andar juntos e, estrategicamente, levavam um santo e saiam dançando atrás. A herança deste tempo é a máxima jurídica: “... mais de três já é formação de quadrilha”.

As crianças também discriminam, reproduzem os comportamentos aprendidos com seu grupo familiar. O mediador de um grupo de crianças precisa estar atento às “ditaduras” do grupo infantil. A criança muitas vezes está numa fase CRUA, de onde se deriva a palavra CRUEL. Não que a criança seja má, mas a sua experiência de vida a coloca num lugar de crua.
Alguns mediadores sugeriram que o mediador, para evitar a ditadura do grupo, conte as crianças de 1 a 7 ou pule de três em três, tipo pique, e/ou separe o grupo que conversa.
Os facilitadores convidaram o grupo para cantar e encenar a cantiga “Pai Francisco”.
Pai Francisco entrou na roda
Tocando o seu violãoBi–rim-bão bão bão, Bi–rim-bão bão bão!
Vem de lá Seu Delegado
E Pai Franciso foi pra prisão
Como ele vem todo requebrado
Parece um boneco desengonçado
A outra cantiga foi “Linda rosa juvenil”.
A linda rosa juvenil, juvenil, juvenil
a linda rosa juvenil, juvenil
Vivia alegre em seu lar, em seu lar, em seu lar
vivia alegre em seu lar, em seu lar
E um dia veio uma bruxa má, muito má, muito má
um dia veio uma bruxa má, muito má
Que adormeceu a rosa assim, bem assim, bem assim
que adormeceu a rosa assim, bem assim
E o tempo passou a correr, a correr, a correr
e o tempo passou a correr, a correr
E o mato cresceu ao redor, ao redor, ao redor
e o mato cresceu ao redor, ao redor
E um dia veio um belo rei, belo rei, belo rei
e um dia veio um belo rei, belo rei
Que despertou a rosa assim, bem assim, bem assim
que despertou a rosa assim, bem assim
Batemos palmas para o rei, para o rei, para o rei
batemos palmas para o rei, para o rei

A terceira cantiga foi “Eu sou pobre, pobre, pobre...”. Todos brincamos e propomos que na parte de apresentar os ofícios, poderíamos apresentar as profissões existentes na escola ou aquelas dos pais das crianças. Tentar sair do esquema mãe pobre e mãe rica e entrar num sistema mais diverso e participativo. Também perguntar às crianças se elas aceitam a “profissão” proposta.
A outra brincadeira foi “Meus pintinhos venham cá...”.
Meus pintinhos venham cá
Tenho medo da raposa
A raposa já morreu
É mentira da senhora
Querem pão? Não!
Querem goiabada? Não!
Querem Queijo? Não!
Querem milho? Sim!

A sugestão foi de uma criança ser a raposa, quatro serem os pintinhos e outra ser a galinha, lembrando que, um brinquedo pode preparar para outros brinquedos: uma raposa que vira pinto ou um pinto que vira raposa, dependendo das situações e/ou da quantidade de crianças.
Depois que brincassem de “meus pintinhos...”, os mediadores encenariam a “história da ratazana e dos ratinhos”. Na cena, o galo, o gato, os ratinhos etc.
No final, os facilitadores falaram sobre o prazer de brincar como sendo a principal força propulsora para a realização de um trabalho, especialmente com crianças.
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Contatos
Alexandra – 25098075
www.tecontoumas.com
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lucianopozino@tecontoumas.com
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Dicionário: Bullying, é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.
Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
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fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying
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